Já estava mais ou menos na metade do filme quando ela sentia que estava congelando. Mais vinte minutos e ela teria de arrumar alguma desculpa ou melhor, algum salgadinho pra comprar para se livrar daquele freezer.
Ele, meio tímido e embaraçado com a situação se contorcia o tempo todo na cadeira (suponho que tentava achar as palavras certas pra dizer) até que :
- Tá com muito frio ?
- Não , Eu gosto da ideia de morrer congelada.
Tá , ela não disse exatamente isso, mas pensou e por uma fração de segundos quase foi isso que lhe escapuliu pela boca.
- Ah, mais o menos.
Mais sem graça ainda. Ele já estava meio rosado quando finalmente sussurrou:
- Quer que eu te aqueça ?
Como resposta, ela chegou mais perto e se aconchegou. Mas, ele todo desajeitado a comprimia contra seu tórax (e que tórax).
O ar que adentrava seu pulmão já não encontrava mais tanto espaço para circular. E isso parecia a incomodar um pouco. Quer dizer, um pouco é modo de dizer pra não ser grosseira. Isso a incomodava muito! A ponto dela não conseguir concentrar-se mais no filme. Coitada, em pensar que ainda teria mais uma hora de filme... até desanimava.
Sim, uma hora sentada NA MESMA POSIÇÃO. Pra quem via de longe?
own, que fofo, o amor é lindo ...
mais ela , coitada ... o pescoço já não doía mais que a coluna. Mas, antes um torcicolo bobo, uma coluna entrevada, do que morrer congelada!